Uma história clínica detalhada (relato das queixas do paciente e investigação pelo profissional de saúde) é, na maioria dos casos, a principal ferramenta de diagnóstico da DTM, na medida em que, muitas vezes, no decurso da entrevista, o paciente descreve o diagnóstico pelas suas próprias palavras. Seguidamente, o clínico procurará encontrar as queixas do indivíduo, que envolverá a palpação das ATM (pesquisando dor, ruídos articulares e função), palpação dos músculos mastigatórios e cervicais (pesquisando dor, volume, assimetrias e função), uma avaliação da mobilidade e função mandibular (amplitude de movimento), assim como uma observação oral e dentária (pesquisando sinais de bruxismo, desgaste dentário ou outros).
Em suma: OUVIR + PERGUNTAR + PALPAR.
Apenas em casos muito específicos, o seu médico poderá necessitar de um meio complementar de diagnóstico – geralmente uma radiografia ou uma tomografia computorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) à ATM ou análises clínicas ao sangue. No entanto, estes meios complementares não substituem a história clínica nem o exame físico.
Nenhuma avaliação baseada em meios tecnológicos – tais como plataformas de avaliação postural, cinesiografia (traçado dos movimentos mandibulares), condilografia (traçado dos movimentos da ATM), avaliações oculares, ou outros – acrescenta valor diagnóstico, uma vez que os achados encontrados por estas avaliações não se relacionam com os sintomas dos pacientes e, frequentemente, resultam em tratamentos desnecessários ou contraproducentes.
Lamentavelmente, não existe ainda em Portugal, especialidade médica ou médico-dentária de Disfunção Temporomandibular, mas considera-se que são os médicos dentistas os mais bem qualificados e treinados para a avaliação e tratamento da DTM.