Existem várias formas de dor. Os termos dor aguda, crónica ou persistente são termos frequentemente usados e estão presentes no nosso dia-a-dia. Mas afinal, o que os distingue?
A dor aguda é algo que não conseguimos ignorar. Geralmente refere-se a uma dor forte/severa que dura pouco tempo (menos de 12 semanas) e frequentemente aparece de maneira repentina como resultado de um trauma, de uma lesão ou após uma cirurgia. Por exemplo, a dor de um tornozelo torcido irá fazer-nos limitar o movimento da perna até que ela se cure. Aqui a dor é útil, como forma de graduarmos o movimento.
A maioria das dores agudas são fáceis de tratar e terminam após o tratamento; outras vezes podem ser um sinal de algo mais sério.
Em contraste, a dor crónica geralmente não serve nenhum propósito útil. A avaliação e o diagnóstico médico geralmente não levam ao desaparecimento da dor e, com o tempo, podem afetar a capacidade de trabalhar, dificultar o sono, afetar o humor e os relacionamentos com a nossa família e amigos. A dor crónica refere-se à dor recorrente ou à dor que dura mais do que alguns meses, como a dor lombar, as dores de cabeça recorrentes, a fibromialgia, a artrite ou a dor oncológica.